Política

Educação, saúde e água de qualidade: alguns problemas de Vista Alegre do Moju, segundo comunitária

Shirlane Guedes, moradora de Vista Alegre do Moju. Foto: Elivaldo Silva

A busca por melhorias de qualidade de vida de comunidades, tem sido as grandes batalhas de muitas lideranças da região Oeste do Pará. Lideranças de comunidades abandonadas ou até mesmo esquecidas pelo Poder Público ainda continuam acreditando em serem atendidas em suas demandas e poderem sonhar com novas perspectivas para as presentes e futuras gerações.

Exemplo de quem acredita em melhorias para sua comunidade é de Shirlane Guedes, moradora da Comunidade Vista Alegre do Moju, zona rural do município de Mojuí dos Campos.

Em entrevistas a reportagem do Portal Mojuí na Íntegra, Shirlane fez relatos sobre a situação de sua comunidade, na saúde, educação e abastecimento de água.

Na educação, Shirlane mencionou a junção de duas turmas, a bi série, na escola de sua comunidade. Para ela, a bisserie prejudica o ensino e o aprendizado e pode acostumar as tomadas de decisões futuras, como a utilização de multisséries.  “Esse ano é uma bisserie, no próximo poderá ser uma multissérie e isso prejudica a qualidade do ensino”, reclamou a comunitária. A falta de profissionais especializados para atender crianças com deficiências também foi mencionado.

A comunidade Vista Alegre fica no encontro do rio Mojuí e rio Moju, área de influência da Barragem de Curuá Una (Usina Hidrelétrica de Curuá Una) e sofre os impactos desde sua instalação nos finais dos anos de 1970. Uma das principais dificuldades das famílias é ter água de qualidade para o consumo.

Mesmo com um microssistema de abastecimento de água construído recentemente pela Prefeitura do município local, a qualidade da água não melhorou e os moradores continuam com receios de consumi-las. “Como não temos outra, somos obrigados a consumir, mas estamos aguardando uma promessa do prefeito sobre o tratamento de nossa água”, lamentou Shirlane.

A comunidade se transformou em um ponto de referência das comunidades próximas, principalmente quando o assunto é busca por atendimento de saúde. Mas ultimamente esse atendimento tem sido dificultado pela falta de uma ambulância.

De acordo com a moradora, há mais de 06 meses a ambulância que atendia a comunidade foi levada para conserto e não foi mais devolvida. Um carro de apoio foi colocado em seu lugar, mas não supre a necessidade ressaltou Shirlane.   “O carro de apoio não supre a necessidade da comunidade, pois já aconteceu casos que um paciente precisa chegar a cidade e o carro de apoio teve que sair para deixar o médico ou buscar alguma medicação”, disse a moradora garantindo que vai cobrar junto ao Conselho Municipal de Saúde-CMS.

A reportagem vai buscar informações junto aos questionados pela moradora sobre suas reclamações.

Reportagem de Elivaldo Silva e Redação de Eduardo Enrique

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