MUNICÍPIOS REGIONAL

Itaituba comemora 162 anos de emancipação político-administrativa. Data é festejada como aniversário da “Cidade Pepita”

Vista aérea de Itaituba-PA

O município de Itaituba no Oeste do Pará completa neste sábado (15) 162 anos de emancipação política administrativa. A sede do município fica as márgens do Rio Tapajós e é reconhecida como “A Cidade Pepita”. Itaituba é repleta de belezas naturais e encantos e de grande valor econômico e cultural.

Para comemorar a data, a Prefeitura preparou um grande evento festivo na orla da Cidade para os dias 13, 14 e 15, com estrutura de palco e grandes atrações.

Programação:

Dia 13 show de Clayton Viana;

Dia 14 bandas locais e atração principal com a dupla sertaneja Humberto e Ronaldo;

Dia 15 a cantora gospel Aline Brasil.

A data é comemorada como aniversário de Itaituba.

História

Com base na documentação histórica existente, sabe-se que, em 1812, o lugar de Itaituba já existia, pois foi mencionado na relação de viagem de Miguel João de Castro no rio Tapajós, como centro da exploração e comércio de especiarias do Alto Tapajós. Com a Cabanagem e os acontecimentos ocorridos no período, fundou-se a Brasília Legal, em 1836, como posto de resistência, à margem esquerda do Tapajós.

Conforme Ferreira Penna, em 1836, Itaituba era um aldeamento de índios, da dependência do Grão-Pará, para onde foi enviado um pequeno destacamento. Dentre os nomes que a história pode destacar para o município, menciona-se o do tenente-coronel Joaquim Caetano Corrêa, por ter sido um precursor do desbravamento da região tapajônica, sendo considerado, inclusive, o fundador do município. Até 1853, Itaituba dependeu da freguesia de Pinhel, passando, posteriormente, para a jurisdição de Boim.

Emancipação política

Com a Lei 266, de 16 de outubro de 1854, a Brasília Legal recebeu a categoria de vila e, como não correspondeu à expectativa, a Lei 290, de 15 de dezembro de 1856, transferiu, para Itaituba, a sede do município, somente instalado em 3 de novembro do ano seguinte.

A Lei 1 152, de 4 de abril de 1883, desmembra parte do município de Itaituba, para constituir o de Aveiro, que havia sido criado com a elevação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiro à condição de Município. O predicamento da cidade lhe foi conferido em 1900, através da Lei 684, de 23 de março, sendo instalada em 15 de novembro do mesmo ano.

Perda e restauração da emancipação

Pelo Decreto Seis, de 4 de novembro de 1930, o município foi mantido, porém o Decreto 72, de 27 de dezembro do mesmo ano, colocou seu território sob administração direta do Estado.

Pela lei estadual nº 8, de 31 de outubro de 1935, quase cinco anos após a perda da emancipação, Itaituba volta a figurar no quadro de entidades munícipes do estado do Pará.

No quadro anexo ao Decreto-Lei 2 972, de 31 de março de 1938, aparece constituído de dois distritos: Itaituba e Brasília Legal, permanecendo, dessa forma, na divisão territorial fixada para o período de 1939-1943, estabelecida pelo Decreto-Lei 3 131, de 31 de outubro de 1938, como também na divisão estabelecida para o quinquênio 1944-1948, fixada pelo Decreto-Lei 4 505, de 30 de dezembro de 1943. Perdeu o distrito de Brasília Legal para constituir o Município de Aveiro, que foi restaurado, através da Lei 2 460, de 29 de dezembro de 1961.

Municípios desmembrados

Da área territorial de Itaituba desmembraram-se os municípios de Novo Progresso, Trairão e Jacareacanga, todos em 13 de dezembro de 1991. E há uma luta pela emancipação do Distrito Moraes Almeida

Atualmente o município é administrado por Valmir Climaco – MDB.

 

Por Eduardo Enrique/Portal Mojuí na Íntegra

Mojuí na Íntegra
Jornalismo Cidadão, Mídia Ativismo e Comunicação Popular
http://www.mojuinaintegra.com.br