MOJUÍ DOS CAMPOS SAÚDE

Alerta: Mojuí dos Campos é destino de muitos que têm deixado Manaus

A atenção é para o estado de saúde que estas pessoas chegam no município, uma vez que o Amazonas está no pico da segunda onda da Covid-19.

Da Redação

Nos últimos dias nossa redação tem recebido mensagens sobre a chegada de pessoas, provenientes do Estado do Amazonas. As mensagens alertam para o estado de saúde que estas pessoas chegam em Mojuí dos Campos, um dos destinos de muitos que estão deixando a capital amazonense.

O medo de muitos se atenta para o alerta de médicos e pesquisadores do Amazonas, de acordo com reportagem do Portal do Holanda, diante da nova cepa que provocou a segunda onda da covid-19 no estado: o vírus está mais perigoso e, matando mais, sobretudo, a população mais jovem. 

Os especialistas relatam que a infecção causa pela cepa é mais violenta e se espalha com maior rapidez pelo organismo, fazendo com que os pulmões definhem do dia para a noite: ” “Antes, os primeiros sintomas de gravidade apareciam em torno do décimo dia em diante. Agora têm pacientes que, com sete, oito dias, estão com comprometimento de 75% dos dois pulmões”, explica a infectologista Silvia Leopoldina em entrevista ao Uol.

Ela atua na linha de frente do combate à doença em Manaus e revela que diferente do primeiro coronavírus, a mutação não atinge apenas grupos de risco: “”Sem dúvida muito mais jovens estão morrendo. Não estamos falando só de grupo de risco: isso está em todas as faixas etárias, atingindo bebês, crianças, adolescentes mesmo sem comorbidade”.

O infectologista e pesquisador Noaldo Lucena, concorda com a colega e diz que o que está acontecendo em Manaus,  jamais foi visto em nenhum outro lugar: “Algo de muito diferente está ocorrendo em Manaus. Não sei informar se é uma cepa nova ou se é algo diferente. Mas quem está na linha de frente está vendo um aumento da gravidade dos casos”. 

A enfermeira Ana Paula Rocche explica que o intervalo entre os sintomas diminuiu, o que torna a doença ainda mais avassaladora e pode explicar a superlotação de pacientes internados: “O paciente começa no primeiro dia sentindo uma dor de garganta; depois sente uma dor de cabeça; no terceiro dia ele já começa uma febre, mas no quarto começa uma falta de ar, e quando você coloca um oxímetro nele, a saturação que era para estar em 98% está 70%, 75%. Isso não é normal! É uma coisa extremamente grave que ataca as vias aéreas e pulmões, e de forma silenciosa demais”. 

Ela destaca que por conta da potência de infecção da nova cepa, o tratamento fica ainda mais complicado: “O pulmão parece que vai ressecando, que vai encolhendo; e aí você entra com tudo que é antibiótico, anticoagulante e o pulmão não expande. Isso não é normal”.

Um levantamento mostra que mais de 700 pessoas já morreram da doença no Amazonas nos últimos dias e que desse total, mais de 40% são de pessoas com menos de 60 anos. Muitos tem entre 30 e 50 anos.

Matéria do Portal do Holanda neste link

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