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Em Curuá, professores foram às ruas cobrar salários atrasados

A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (30), penúltimo dia da atual gestão a frente do executivo abaré. Além dos salários de novembro e dezembro, os professores cobraram o atraso de férias e salário de 2018 atrasado. Prefeito, vice, secretários e vereadores não foram encontrados.

Da Redação*

Final de ano é tempo de celebração pelas conquistas alcançadas, sobretudo em um ano atípico, como o de 2020 que estamos finalizando. Mas em Curuá, um pequeno município do Oeste do Pará, os professores parecem não ter motivos para comemorar. Os profissionais estão com os salários de novembro e dezembro atrasados, além de férias e consignados sendo cobrados pelos bancos.

Professores em frente à Prefeitura. Reprodução: redes sociais.

Faltando dois dias para a atual gestão deixar o comando da Prefeitura, o sindicato da classe não teve outra alternativa e reuniu os trabalhadores para buscar informações sobre os motivos que levam a Prefeitura não fazer o pagamento dos vencimentos.

Em carreata, fazendo buzinaço, os professores foram a Prefeitura tentar falar com o Prefeito e os secretários de Educação e Finanças, mas não os encontraram. Na sala onde funciona a Secretaria de Finanças, a diretoria do Sintepp foi impedida de entrar para protocolar requerimentos. Antes de irem a Prefeitura, os profissionais buscaram apoio na Câmara Municipal, mas nenhum vereador compareceu.

Sem êxito na Prefeitura, onde era para os agentes políticos estarem trabalhando, os trabalhadores iniciaram uma verdadeira romaria pela cidade atrás de respostas. Primeiramente foram a casa do prefeito, Zé da Marta e não o encontraram, em seguida foram a casa do Secretário de Finanças, de pré-nome Joaquim, que é irmão do prefeito e lá o encontraram e de lá ele acenou aos professores que não sabia de nada e que não é mais secretário. Os trabalhadores seguiram para a residência da Secretária de Educação, mesmo sabendo que a mesma se encontra em Óbidos. A última alternativa foi buscar o vice-prefeito, Xuxa do PT, que sempre foi um interlocutor do governo com a classe, mas não o encontraram.

Sem encontros e sem respostas, os trabalhadores da educação de Curuá, que já não fizeram a ceia de Natal, devem ficar sem as guloseimas de virada de ano em família.

Além dos vencimentos de novembro e dezembro, os professores cobram pagamento de férias, pagamento de parte de carga horária de 2018, referente ao mês de julho e explicações sobre o destino dos descontos de consignados, que os bancos estão cobrando, mesmo sendo descontado na folha.

*informações de Eloy Ribeiro

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