POLÍTICA

Escola estadual sem professores e alunos sem aula

Quadra Inacabada da Escola Estadual Fernando Guilhon. Foto: Eliardo de Sousa

A escola Fernando Guilhon, a única estadual em Mojuí dos Campos no Oeste do Pará, vem desde o final do primeiro semestre deste ano com dificuldades em atender sua clientela estudantil.

A situação ficou mais grave agora no início do segundo semestre, por que os estudantes tem que assistir apenas uma aula por dia ou então ficar em casa por falta de aula.

Por todo o dia de ontem, 23 os estudantes e direção fizeram uma mobilização e reuniram com os pais, mães e ou responsáveis para exporem os problemas enfrentados.

Nossa reportagem conseguiu contato com a diretora do educandário, a professora Abgail Galúcio que esclareceu os motivos de falta de aula.

Diretora Abgail Galúcio. Foto de Roni Dantas

“Nós estamos hoje com a carência de 08 professores: 03 de português, 01 de sociologia, 01 de geografia, 01 de História, 02 de matemática, esses professores estão faltando, por que foram distratados no mês de junho e aí ficou a vacância. Agora estão chamando num processo seletivo muito lento, toda semana tem gente sendo chamada, mas não vem nenhum pra cá”, então desde o início de agosto estamos esperando e só chegou um professor de matemática e uma professora de educação física e um de história”, esclareceu a gestora.

A gestora informou que no dia 08 de fevereiro deste ano deu entrada em um documento na 5ª URE pedindo da Secretaria de Educação a prorrogação do contrato dos professores da escola até o final do ano, mas não foi atendida.

Na reunião os pais, mães, estudantes e direção decidiram acampar na manhã de hoje, 24 em frente ao Ministério Público Estadual em Santarém e expor ao promotor a situação vivida no educandário.

“Vamos acampar na frente do ministério publico para mostrar, não queremos brigar com ninguém e sim mostrar nossa carência aqui. Nós temos uma quadra inacabada, falta de merendeira, falta de auxiliar administrativo, não temos um vice diretor, todo mundo aqui trabalha dobrado, sem ganhar dobrado e nós queremos que nossa situação seja olhada”

Reunião dos pais e estudantes. Foto; Arnaldo Santos

A mãe de estudante, Lourença da Silva da Comunidade São Paulo zona rural falou de sua indignação com a falta de professores que tem prejudicado o ano letivo.

“Os nossos filhos vem de longe, chega aqui não tem aula, nossos filhos estão sendo prejudicados, correm o risco de não concluírem esse, contribuindo para a falta de vontade de não querer mais estudar”,

Na manhã de hoje a comissão de representantes da escola foi ao Ministério Público Estadual em Santarém e apresentou os problemas enfrentados no educandário tanto por estudantes como por professores e direção.

Antes do fechamento da matéria conseguimos da diretora Abgail um relato sobre o que foi notificado ao Ministério Público Estadual. De acordo com a gestora não foi possível conversar com a promotora que cuida da educação que está viajando, mas que foi apresentado ao seu assessor toda a reivindicação.

Cadeiras quebradas. Foto: Eliardo de Sousa

 

Banheiros sujos> Foto Eliardo de Sousa

Diante do exposto pelos manifestantes e do compromisso do MP em lutar junto a Secretaria de Educação, os estudantes, pais e direção vão ficar aguardando e se nenhuma solução for encontrada para que as aulas voltem ao normal, dia 15 do próximo mês (setembro)  nova ida ao MP deve acontecer com maior número de participantes.

Colaborou: Arnaldo Santos e o estudante Eliardo de Sousa.

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