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Pacientes de municípios vizinhos superlotam hospital municipal em Santarém

Cerca de sete pacientes chegam, diariamente, para receber atendimentos médicos no Hospital Municipal Alberto Tolentino Sotelo (HMS), em Santarém, no oeste do Pará. O resultado desses tratamentos fora de domicílio, é a superlotação da unidade hospitalar e um custo elevado para o município.

No período de janeiro a junho de 2019, 1.289 pacientes vindos de outros municípios foram internados no HMS, desses 15% não vieram transferidos, mas por conta própria, o que dificulta ainda mais a cobertura dos atendimentos.

Segundo a coordenação do HMS, a unidade tem capacidade para internar 189 pacientes em leitos, mas até a manhã de sexta-feira (12), 239 pessoas estavam internadas no hospital, sendo que 62 pessoas não são de Santarém.

“Chegam, por exemplo, 80 pedidos de regulação de pacientes, mas quando vamos ver já deram entrada 100 pessoas, que às vezes ficam internados muitos dias, outros não, então são casos que talvez devessem ir para outros hospitais, já que não temos a disponibilidade de leitos como em hospitais de alta complexidade”, explica Rodrigo Lima, coordenador no Núcleo Interno de Regulação do HMS.

O pronto socorro municipal é referência em atendimentos em todo o estado, e por ser de “portas abertas” e de média complexidade, recebe uma grande demanda. Desde 2010, o HMS tem acordo com 20 municípios para realizar atendimentos, em contrapartida, os municípios repassam R$ 300 mil/mês, valor que não tem dado conta das despesas.

A secretária de saúde, Dayane Lima, conta que o recurso continua o mesmo, e a demanda aumentou. “Temos um gasto muito grande, só a folha de pagamento dos médicos dá em torno de R$ 1.700 milhão. Estamos tentando rever essas pactuações, mas o ideal era que os municípios investissem mais na saúde local para que só viessem para Santarém os casos mais urgentes”, explicou.

Atualmente, chegam muitos pacientes dos municípios de Mojuí dos Campos, Itaituba e Belterra. Uns dos serviços mais requisitados é o de ortopedia e traumatologia, que recebe em média, três pacientes de cada município por dia.

Para manter o funcionamento do HMS e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h, Santarém gasta cerca de R$ 5 milhões por mês, mas apenas uma parte vem do Ministério da Saúde. “Estamos pleiteando junto ao Ministério que esse valor aumente, nós recebemos R$ 3,200 milhões/mês, mas o ideal era que viessem R$ 8 milhões”, disse a secretária

Por G1 Santarém

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